Por Ligia Cavalaro
Há tanta gente que não tem religião, mas tem compaixão, afetividade, consciência dos direitos dos outros. Por isso defendo uma terceira via de espiritualidade, através da educação. Não da meditação, nem da oração, mas da consciência humana.
Dalai Lama
Em que caos vivemos, atualmente?
Caos! É essa a palavra correta?… Talvez sim, para muitas pessoas que se propõem a pensar sobre o mundo em que vivemos: grande quantidade de informação, tecnologias se renovando a cada minuto, a era da convergência, tudo rápido, a ficção científica ao alcance de nossos dedos… Quais as mudanças, comportamentos, desdobramentos culturais que já se estabeleceram, e quais estão por vir? É nesse primeiro exercício que as idéias nos levam a uma primeira sensação de caos.
Em um segundo momento, temos a sensação de que o conhecimento científico pode nos trazer alguma ordem para esse cenário. Logicamente não pretendemos discursar sobre os diversos campos científicos e os caminhos da humanidade, mas acreditamos que no campo das comunicações há uma compreensão particular para este novo mundo. E mais particularmente para o que nos interessa aqui: como a escola está enfrentando estas mudanças e como poderia realmente contribuir com ações que nos direcionassem para uma sociedade melhor?
Adilson Citelli, em seu livro Educação e mudanças: novos modos de conhecer , se propõe a pensar neste tema e nos revela como as novas tecnologias vêm marcando profundamente nossa sociedade, trazendo como características a redução do tempo de tráfego das ocorrências, rapidez e instantaneidade de informações; informações estas que possuem hoje alcance transterritorial e são marcadas pela abundância e imaterialidade.
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La pretensión, según este autor, es que el sujeto pueda participar como co-creador y coautor de la cultura popular contemporánea. Para Martínez-de-Toda y Terrero cultura sería un “sistema de significados y valores compartidos que se expresan a través de símbolos” (1999: 32). En este contexto, la educación para los medios permitiría que los sujetos sepan aprovechar los elementos positivos y estar alertas frente a los elementos negativos de los medios.
“A comunicação é cimento social” (MAFESOLI, 2003). É ela que nos une, já que na sociedade contemporânea o homem só existe na relação com o outro. O monopólio da palavra, porém, descaracteriza o que seria o princípio primeiro da comunicação – a troca – em prol da manutenção da lógica do capital e das estruturas social, econômica e política vigentes. A comunicação se torna massiva e os veículos de comunicação de massa, agentes dessa deturpação dos processos comunicativos.