OLIVEIRA, Klycia Fontenele
Orientação: PATROCÍNIO, Kátia Regina Azevedo
Apesar das dificuldades e das desilusões, algumas experiências de envolvimento popular na comunicação comprovam que o homem e a mulher encerram a potencialidade de ser sujeitos da história. Ser sujeito e não mero objeto é a essência da condição humana (Cicilia Peruzzo).
“A comunicação é cimento social” (MAFESOLI, 2003). É ela que nos une, já que na sociedade contemporânea o homem só existe na relação com o outro. O monopólio da palavra, porém, descaracteriza o que seria o princípio primeiro da comunicação – a troca – em prol da manutenção da lógica do capital e das estruturas social, econômica e política vigentes. A comunicação se torna massiva e os veículos de comunicação de massa, agentes dessa deturpação dos processos comunicativos.
No trabalho em questão iremos refletir sobre a comunicação e o seu papel educativo na construção de um mundo diferente, partindo da perspectiva da interação existente entre o comunicar e o educar. Entender como se dá o processo da relação entre comunicação e educação, mais do que adentrar nesse campo de conhecimento relativamente novo que é a ‘educomunicação’, é buscar instrumentos que contribuam para a atuação junto aos movimentos populares.
Dessa forma, procuramos perceber como essa interação pode apontar caminhos para mudanças sociais, visto que se torna uma estratégia no fomentar da consciência crítica, dá luz à discussão sobre comunicação popular e sobre como essa comunicação pode ser realmente democrática. Pois mesmo que seja a ela atribuída essa característica, não há garantias de que a comunicação popular – mesmo dentro de movimentos populares democráticos – tenha sua produção democratizada (PERUZZO, 2004).
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