Iglesia y Evangelización

Pronunciamientos y documentos de la Iglesia.

Carta Pastoral "Danos hoy el agua de cada día"

El martes 26 de agosto fue presentada oficialmente la carta pastoral del agua y el medio ambiente "Danos hoy el agua de cada día" escrita por Monseñor Luis Infanti de la Mora, Obispo de Aysén, tras un largo proceso de reflexión, estudio y análisis que se realizó como Iglesia de Aysén.

"¿Logrará la espiritualidad cristiana del tercer milenio convertir al ser humano en un sabio y responsable conviviente con el manto de la naturaleza que amorosamente lo envuelve? ¿Seguirá actuando como acérrimo enemigo de la hermana tierra, de la hermana agua, del hermano aire, y del hermano hombre y mujer de esta tierra, convirtiéndola en un `valle de lágrimas´?", se pregunta el pastor en la introducción de este documento, que pretende entregar a la comunidad regional una palabra desde la fe y la espiritualidad sobre el Medio Ambiente.

Ver Carta Pastoral "Danos hoy el agua de cada día" Parte 1

Ver Carta Pastoral "Danos hoy el agua de cada día" Parte 2

Carta das Religiões e o cuidado da Tierra

IglesiasRío de Janeiro, 29 jun 12 (OCLACC/CNBB).- O documento foi elaborado e aprovado por iniciativa da Comisssão Episcopal Pastoral para o Ecumenismo e o Diálogo Interreligioso no espaço da Coalizão Ecumênica Interreligiosa "Religiões por Direitos" durante a Cúpula dos Povos na Rio + 20.

Leia a Carta na íntegra:

No Espaço da Coalizão Ecumênica e Inter-religiosa "Religiões por Direitos", no quadro da Cúpula dos Povos na Rio+20 para a Justiça Social e Ambiental, contra a mercantilização da vida e em defesa dos bens comuns, os líderes religiosos do Brasil signatários, por iniciativa da Comissão Episcopal Pastoral para o Ecumenismo e o Diálogo Interreligioso da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e de Religiões pela Paz, reuniram-se para debater a relação entre as religiões e as questões ambientais. Como resultado do diálogo, concordou-se que a agenda das religiões na atualidade não deve desconsiderar a agenda do cotidiano da vida das pessoas na sociedade e das exigências da justiça ambiental.

A agenda das religiões deve incluir os elementos que traçam os projetos do ser humano na busca de realização da sua existência e afirmar compromissos efetivos com a defesa da vida no planeta. Religiões, sociedade e meio ambiente não são realidades distanciadas, mas estreitamente correlatas. As tradições religiosas contribuem para a ampliação da consciência dos seus seguidores sobre os valores fundamentais da vida, pessoal, social e ambiental, orientando para a convivência pacífica e respeitosa entre os povos, culturas e credos, e destes com toda a criação.

Assim, é fundamental na agenda das tradições religiosas hoje:

  1. Apresentar ao mundo o sentido da existência humana. A humanidade vive momentos de pessimismo, com sensação de fracasso e desânimo, sobretudo nas situações e ambientes de crises econômicas, de injustiças, de violência e de guerras. Comprometemo-nos em fazer com que as nossas tradições religiosas afirmem de modo concreto o valor da vida de cada pessoa, independente da sua condição social, religiosa, cultural, étnica e de gênero, ajudando-as na superação dos problemas que lhes afligem no cotidiano, sejam eles de caráter sócio-econômico-cultural e político, sejam eles de caráter pisíquico-espiritual.
  2. Afirmar juntos o valor sagrado da vida, sobretudo do ser humano, considerando as diferenças nas formas de compreensão e de explicitação desse valor. Comprometemo-nos em promover um efetivo respeito pela dignidade da pessoa e dos seus direitos acima de interesses econômicos, culturais, políticos e religiosos. Afirmamos que crer em um Ser Criador implica em desenvolver uma espiritualidade que tenha compromisso com a promoção e defesa da vida human, pois o ser humano é a razão do serviço religioso que nossas tradições de fé oferecem ao mundo.
  3. Promover a educação e a prática do respeito mútuo, do diálogo, da convivência pacífica e da cooperação entre as diferenças, fundamental no mundo plural em que vivemos. Assumimos o compromisso de trabalhar para a convergência dos diferentes paradigmas culturais e religiosos dos povos, como uma possibilidade para melhor entendermos o mundo dentro de suas inter-relações e a convivência entre todos os seres humanos.
  4. Explicitar mais e melhor o que já possuímos em comum. Nossas tradições já condividem valores religiosos, como a fé em um Ser Criador, o cultivo da relação com Ele, a compreensão da origem e do fim de cada pessoa. Comprometemo-nos a partilhar as riquezas que possuímos para fortalecer as relações inter-religiosas que possibilitam a cooperação entre os credos na solução dos problemas que afligem o nosso país e o mundo em que vivemos.
  5. Discernir juntos os valores que constroem a paz no mundo. Sabemos que a paz não é simples ausência da guerra, mas é fruto da justiça e da prática da caridade. Comprometemo-nos na promoção da convivência pacífica entre os povos e o desenvolvimento do sentido da fraternidade e da solidariedade universal, superando todo fundamentalismo e exclusivismo, bem como o consumismo irresponsável que causam conflitos entre as pessoas e os povos.
  6. Viver a compaixão para com os mais necessitados, empobrecidos e excluídos da sociedade. Assumimos realizar juntos projetos sociais que fortalecem a solidariedade nas comunidades religiosas e na família humana.
  7. Promover o valor e o cuidado da criação. Tomamos conhecimento das ameaças à vida do planeta, conseqüências dos interesses econômicos que constroem uma cultura utilitarista e consumista na sociedade em que vivemos. Comprometemo-nos com o desenvolvimento de uma nova ética na relação com o meio ambiente, capaz de orientar novas atitudes defensoras de todas as formas de vida, sustentadas em políticas públicas de justiça ambiental e numa mística/espiritualidade que explicite a gratuidade e o dom da vida na criação.
  8. Contribuir efetivamente para com as iniciativas ligadas à construção e promoção da cidadania. Comprometemo-nos na qualificação de uma vivência religiosa dos membros de nossas tradições que favoreça o convívio social dos credos, a afirmação da tolerância e da liberdade religiosa.
  9. Solicitar à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável Rio+20 reconhecer que os imperativos morais de todas as religiões, convicções e crenças exigem o cuidado da Terra, e que a cooperação inter-religiosa é uma dimensão imprescindível para alcançarmos o desenvolvimento sustentável de toda a humanidade.

Enfim, propomos-nos a desenvolver novos comportamentos, com prevalência da ética da tolerância, da liberdade, do respeito, da dignidade, da convivência da diversidade cultural e religiosa, dos direitos humanos. São elementos de uma ética mínima que devemos afirmar tanto a partir de uma consciência ética secular, como da consciência das convicções religiosas que possuímos.

Rio de Janeiro, 19 de junho de 2012

  1. Exmo. e Revmo. Dom Francisco Biasin, Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-religioso daConferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB)
  2. Rev. Pe. Peter Hughes, Secretário Executivo do Departamento de Justiça e Solidariedade do Conselho Episcopal Latino-americano (CELAM)
  3. Revmo. Dom Francisco de Assis da Silva, Primeiro Vice-presidente do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC)
  4. Rev. Dr. Walter Altmann, Moderador do Comitê Central do Conselho Mundial de Igrejas (CMI)
  5. Rev. Nilton Giese, Secretário Geral do Conselho Latino-americano de Igrejas ( CLAI)
  6. Rabino Sergio Margulies, Representante da Federação Israelita do Estado do Rio de Janeiro (FIERJ)
  7. Sami Armed Isbelle, Diretor do Departamento Educacional e de Divulgação da Sociedade Beneficente Mulçumana do Rio de Janeiro (SBMRJ)
  8. Ialorixá Laura Teixeira, Coordenadora Estadual do Instituto Nacional da Tradição e Cultura Afro-Brasileiras - Rio de Janeiro (INTECAB)
  9. Irmã Jayam Kirpalani, Direitora Européia da Universidade Espiritual Mundial Brahma Kumaris
  10. Elias Szczytnicki, Secretário Geral e Diretor Regional de Religiões pela Paz América Latina e o Caribe

50 años del "terremoto conciliar" en la Iglesia

JoséMRojoLima, Perú, 6 oct 12 (OCLACC).- "Sobrino, estoy leyendo un libro y ya no entiendo nada". Me lo dijo mi tío Emilio, hermano de mi abuelo, segunda mitad de los 60, siendo yo seminarista. "¿Qué libro está leyendo, tío, y qué es lo que no entiende?". "Este" (y me enseña un ejemplar de los primeros folletos editados después del concilio para que todos -y en castellano- pudieran responder en la misa). "Yo ya no entiendo nada, sobrino", repitió,"¿dónde está el orate fratres?" "Mire, tío, acá dice ‘Oren, hermanos...' y eso es lo que significa ‘orate fratres' en latín...".

Curioso ¿verdad? Se había acostumbrado a la misa de espaldas al pueblo, había sido monaguillo y aprendido las respuestas en latín y ahora, cuando la misa ya era diferente y en castellano, mi tío Emilio no entendía nada...

Esta anécdota nos muestra a las claras el terremoto eclesial que significó el concilio, comenzando por la liturgia que fue lo primero en aplicarse. Todo un cambio de mentalidad, en cosas sencillas y prácticas y en cosas profundas y de consecuencias que aún vivimos. Para unos fue fácil y gozoso, para otros difícil y penoso. Algunos se sintieron liberados y caminaron ágiles por la carretera recién asfaltada; otros se aferraron a lo "malo conocido" sin aceptar "lo bueno por conocer"...

Hoy pocos dudan que el Concilio Vaticano II (1962-1965) ha sido el acontecimiento eclesial más importante del siglo XX. Muy pocos eventos provocarán tantos y tan profundos cambios como el concilio. Nunca la iglesia estará suficientemente agradecida al "buen papa Juan XXIII". Hombre de Espíritu (con mayúscula), supo abrirse y "leer los signos de los tiempos" que clamaban por ese abrir puertas y ventanas de la iglesia...

Él las abrió sin miedo. Entró por ellas un aire fresco que significó un nuevo pentecostés, el Espíritu con todos sus dones y su fuerza para concretarlos; también los dolores, las angustias y las esperanzas de hombres, mujeres, niños, trabajadores, científicos... reclamando respuestas actuales a problemas actuales...

Y desde las ventanas, "los de dentro" pudieron ver el mundo con otros ojos: observar las miserias, sí, pero también las manos de tantos hombres y mujeres de buena voluntad -creyentes y no creyentes- afanadas en construir otro mundo mejor y esperando que la iglesia toda se sumara...

De ese pentecostés, el día 11 de Octubre conmemoramos los 50 años. Y el papa Benedicto XVI ha querido que dediquemos 12 meses a celebrar "El Año de la Fe", en otras palabras, un retiro de 365 días para renovar profundamente nuestra fe. Renovación significa "volver a lo nuevo" y, para los cristianos, lo nuevo es el evangelio. Igual que el Vaticano II significó un apropiarse lo central del mensaje evangélico, un mirarse en el espejo de las primeras comunidades cristianas preocupadas por concretar el mandamiento del amor, este año que iniciamos tiene que llevarnos a lo mismo.

Desde las ventanas abiertas de nuestra iglesia en el siglo XXI, abrir bien los ojos y oídos para escuchar los reclamos y exigencias del mundo de hoy y por las puertas abiertas, permitir gozosamente que entren -creyentes y no creyentes- que nos digan qué signos y gestos son los más evangélicos hoy, qué esperan de nosotros como fidelidad a Cristo y su evangelio.

Nuestro mayor pecado, al celebrar los 50 años del Vaticano II, sería encerrarnos en nuestros "castillos bien defendidos". Y nuestro mayor acierto, abrirnos al Espíritu -el protagonista de la misión- para no defraudar las esperanzas de los hombres de hoy, especialmente los pobres, los preferidos del Reino.

Escrito por José Maria Rojo, Director de Comuniciones de la Diócesis de Lurín, Lima-Perú.

Benedicto XVI para la Cuaresma de 2012

El mensaje de Benedicto XVI para la Cuaresma de 2012 se centra en el tema de la caridad. Bajo el lema "Fijémonos los unos en los otros para estímulo de la caridad y las buenas obras", el Papa pide estar más atentos a las necesidades de los otros para ayudarles especialmente en los cuarenta días que dura el tiempo de Cuaresma, como preparación a la Pascua.
«Fijémonos los unos en los otros para estímulo de la caridad y las buenas obras» (Hb 10, 24)

Queridos hermanos y hermanas

La Cuaresma nos ofrece una vez más la oportunidad de reflexionar sobre el corazón de la vida cristiana: la caridad. En efecto, este es un tiempo propicio para que, con la ayuda de la Palabra de Dios y de los Sacramentos, renovemos nuestro camino de fe, tanto personal como comunitario. Se trata de un itinerario marcado por la oración y el compartir, por el silencio y el ayuno, en espera de vivir la alegría pascual.

Este año deseo proponer algunas reflexiones a la luz de un breve texto bíblico tomado de la Carta a los Hebreos: «Fijémonos los unos en los otros para estímulo de la caridad y las buenas obras» (10,24). Esta frase forma parte de una perícopa en la que el escritor sagrado exhorta a confiar en Jesucristo como sumo sacerdote, que nos obtuvo el perdón y el acceso a Dios. El fruto de acoger a Cristo es una vida que se despliega según las tres virtudes teologales: se trata de acercarse al Señor «con corazón sincero y llenos de fe» (v. 22), de mantenernos firmes «en la esperanza que profesamos» (v. 23), con una atención constante para realizar junto con los hermanos «la caridad y las buenas obras» (v. 24). Asimismo, se afirma que para sostener esta conducta evangélica es importante participar en los encuentros litúrgicos y de oración de la comunidad, mirando a la meta escatológica: la comunión plena en Dios (v. 25). Me detengo en el versículo 24, que, en pocas palabras, ofrece una enseñanza preciosa y siempre actual sobre tres aspectos de la vida cristiana: la atención al otro, la reciprocidad y la santidad personal.

1. "Fijémonos": la responsabilidad para con el hermano.
El primer elemento es la invitación a «fijarse»: el verbo griego usado es katanoein, que significa observar bien, estar atentos, mirar conscientemente, darse cuenta de una realidad. Lo encontramos en el Evangelio, cuando Jesús invita a los discípulos a «fijarse» en los pájaros del cielo, que no se afanan y son objeto de la solícita y atenta providencia divina (cf. Lc 12,24), y a «reparar» en la viga que hay en nuestro propio ojo antes de mirar la brizna en el ojo del hermano (cf. Lc 6,41).

Lo encontramos también en otro pasaje de la misma Carta a los Hebreos, como invitación a «fijarse en Jesús» (cf. 3,1), el Apóstol y Sumo Sacerdote de nuestra fe. Por tanto, el verbo que abre nuestra exhortación invita a fijar la mirada en el otro, ante todo en Jesús, y a estar atentos los unos a los otros, a no mostrarse extraños, indiferentes a la suerte de los hermanos. Sin embargo, con frecuencia prevalece la actitud contraria: la indiferencia o el desinterés, que nacen del egoísmo, encubierto bajo la apariencia del respeto por la «esfera privada». También hoy resuena con fuerza la voz del Señor que nos llama a cada uno de nosotros a hacernos cargo del otro. Hoy Dios nos sigue pidiendo que seamos «guardianes» de nuestros hermanos (cf. Gn 4,9), que entablemos relaciones caracterizadas por el cuidado reciproco, por la atención al bien del otro y a todo su bien.

El gran mandamiento del amor al prójimo exige y urge a tomar conciencia de que tenemos una responsabilidad respecto a quien, como yo, es criatura e hijo de Dios: el hecho de ser hermanos en humanidad y, en muchos casos, también en la fe, debe llevarnos a ver en el otro a un verdadero alter ego, a quien el Señor ama infinitamente. Si cultivamos esta mirada de fraternidad, la solidaridad, la justicia, así como la misericordia y la compasión, brotarán naturalmente de nuestro corazón. El Siervo de Dios Pablo VI afirmaba que el mundo actual sufre especialmente de una falta de fraternidad: «El mundo está enfermo. Su mal está menos en la dilapidación de los recursos y en el acaparamiento por parte de algunos que en la falta de fraternidad entre los hombres y entre los pueblos» (Carta. enc. Populorum progressio [26 de marzo de 1967], n. 66).

La atención al otro conlleva desear el bien para él o para ella en todos los aspectos: físico, moral y espiritual. La cultura contemporánea parece haber perdido el sentido del bien y del mal, por lo que es necesario reafirmar con fuerza que el bien existe y vence, porque Dios es «bueno y hace el bien» (Sal 119,68). El bien es lo que suscita, protege y promueve la vida, la fraternidad y la comunión. La responsabilidad para con el prójimo significa, por tanto, querer y hacer el bien del otro, deseando que también él se abra a la lógica del bien; interesarse por el hermano significa abrir los ojos a sus necesidades. La Sagrada Escritura nos pone en guardia ante el peligro de tener el corazón endurecido por una especie de «anestesia espiritual» que nos deja ciegos ante los sufrimientos de los demás. El evangelista Lucas refiere dos parábolas de Jesús, en las cuales se indican dos ejemplos de esta situación que puede crearse en el corazón del hombre. En la parábola del buen Samaritano, el sacerdote y el levita «dieron un rodeo», con indiferencia, delante del hombre al cual los salteadores habían despojado y dado una paliza (cf. Lc 10,30-32), y en la del rico epulón, ese hombre saturado de bienes no se percata de la condición del pobre Lázaro, que muere de hambre delante de su puerta (cf. Lc 16,19). En ambos casos se trata de lo contrario de «fijarse», de mirar con amor y compasión. ¿Qué es lo que impide esta mirada humana y amorosa hacia el hermano?

Con frecuencia son la riqueza material y la saciedad, pero también el anteponer los propios intereses y las propias preocupaciones a todo lo demás. Nunca debemos ser incapaces de «tener misericordia» para con quien sufre; nuestras cosas y nuestros problemas nunca deben absorber nuestro corazón hasta el punto de hacernos sordos al grito del pobre. En cambio, precisamente la humildad de corazón y la experiencia personal del sufrimiento pueden ser la fuente de un despertar interior a la compasión y a la empatía: «El justo reconoce los derechos del pobre, el malvado es incapaz de conocerlos» (Pr 29,7). Se comprende así la bienaventuranza de «los que lloran» (Mt 5,4), es decir, de quienes son capaces de salir de sí mismos para conmoverse por el dolor de los demás. El encuentro con el otro y el hecho de abrir el corazón a su necesidad son ocasión de salvación y de bienaventuranza.

El «fijarse» en el hermano comprende además la solicitud por su bien espiritual. Y aquí deseo recordar un aspecto de la vida cristiana que a mi parecer ha caído en el olvido: la corrección fraterna con vistas a la salvación eterna. Hoy somos generalmente muy sensibles al aspecto del cuidado y la caridad en relación al bien físico y material de los demás, pero callamos casi por completo respecto a la responsabilidad espiritual para con los hermanos. No era así en la Iglesia de los primeros tiempos y en las comunidades verdaderamente maduras en la fe, en las que las personas no sólo se interesaban por la salud corporal del hermano, sino también por la de su alma, por su destino último. En la Sagrada Escritura leemos: «Reprende al sabio y te amará. Da consejos al sabio y se hará más sabio todavía; enseña al justo y crecerá su doctrina» (Pr 9,8ss). Cristo mismo nos manda reprender al hermano que está cometiendo un pecado (cf. Mt 18,15). El verbo usado para definir la corrección fraterna -elenchein- es el mismo que indica la misión profética, propia de los cristianos, que denuncian una generación que se entrega al mal (cf. Ef 5,11). La tradición de la Iglesia enumera entre las obras de misericordia espiritual la de «corregir al que se equivoca». Es importante recuperar esta dimensión de la caridad cristiana. Frente al mal no hay que callar.

Pienso aquí en la actitud de aquellos cristianos que, por respeto humano o por simple comodidad, se adecúan a la mentalidad común, en lugar de poner en guardia a sus hermanos acerca de los modos de pensar y de actuar que contradicen la verdad y no siguen el camino del bien. Sin embargo, lo que anima la reprensión cristiana nunca es un espíritu de condena o recriminación; lo que la mueve es siempre el amor y la misericordia, y brota de la verdadera solicitud por el bien del hermano. El apóstol Pablo afirma: «Si alguno es sorprendido en alguna falta, vosotros, los espirituales, corregidle con espíritu de mansedumbre, y cuídate de ti mismo, pues también tú puedes ser tentado» (Ga 6,1). En nuestro mundo impregnado de individualismo, es necesario que se redescubra la importancia de la corrección fraterna, para caminar juntos hacia la santidad.

Incluso «el justo cae siete veces» (Pr 24,16), dice la Escritura, y todos somos débiles y caemos (cf. 1 Jn 1,8). Por lo tanto, es un gran servicio ayudar y dejarse ayudar a leer con verdad dentro de uno mismo, para mejorar nuestra vida y caminar cada vez más rectamente por los caminos del Señor. Siempre es necesaria una mirada que ame y corrija, que conozca y reconozca, que discierna y perdone (cf. Lc 22,61), como ha hecho y hace Dios con cada uno de nosotros.

2. "Los unos en los otros": el don de la reciprocidad.
Este ser «guardianes» de los demás contrasta con una mentalidad que, al reducir la vida sólo a la dimensión terrena, no la considera en perspectiva escatológica y acepta cualquier decisión moral en nombre de la libertad individual. Una sociedad como la actual puede llegar a ser sorda, tanto ante los sufrimientos físicos, como ante las exigencias espirituales y morales de la vida. En la comunidad cristiana no debe ser así. El apóstol Pablo invita a buscar lo que «fomente la paz y la mutua edificación» (Rm 14,19), tratando de «agradar a su prójimo para el bien, buscando su edificación» (ib. 15,2), sin buscar el propio beneficio «sino el de la mayoría, para que se salven» (1 Co 10,33). Esta corrección y exhortación mutua, con espíritu de humildad y de caridad, debe formar parte de la vida de la comunidad cristiana.

Los discípulos del Señor, unidos a Cristo mediante la Eucaristía, viven en una comunión que los vincula los unos a los otros como miembros de un solo cuerpo. Esto significa que el otro me pertenece, su vida, su salvación, tienen que ver con mi vida y mi salvación. Aquí tocamos un elemento muy profundo de la comunión: nuestra existencia está relacionada con la de los demás, tanto en el bien como en el mal; tanto el pecado como las obras de caridad tienen también una dimensión social. En la Iglesia, cuerpo místico de Cristo, se verifica esta reciprocidad: la comunidad no cesa de hacer penitencia y de invocar perdón por los pecados de sus hijos, pero al mismo tiempo se alegra, y continuamente se llena de júbilo por los testimonios de virtud y de caridad, que se multiplican.

«Que todos los miembros se preocupen los unos de los otros» (1 Co 12,25), afirma san Pablo, porque formamos un solo cuerpo. La caridad para con los hermanos, una de cuyas expresiones es la limosna -una típica práctica cuaresmal junto con la oración y el ayuno-, radica en esta pertenencia común. Todo cristiano puede expresar en la preocupación concreta por los más pobres su participación del único cuerpo que es la Iglesia. La atención a los demás en la reciprocidad es también reconocer el bien que el Señor realiza en ellos y agradecer con ellos los prodigios de gracia que el Dios bueno y todopoderoso sigue realizando en sus hijos. Cuando un cristiano se percata de la acción del Espíritu Santo en el otro, no puede por menos que alegrarse y glorificar al Padre que está en los cielos (cf. Mt 5,16).

3. "Para estímulo de la caridad y las buenas obras": caminar juntos en la santidad.

Esta expresión de la Carta a los Hebreos (10, 24) nos lleva a considerar la llamada universal a la santidad, el camino constante en la vida espiritual, a aspirar a los carismas superiores y a una caridad cada vez más alta y fecunda (cf. 1 Co 12,31-13,13). La atención recíproca tiene como finalidad animarse mutuamente a un amor efectivo cada vez mayor, «como la luz del alba, que va en aumento hasta llegar a pleno día» (Pr 4,18), en espera de vivir el día sin ocaso en Dios. El tiempo que se nos ha dado en nuestra vida es precioso para descubrir y realizar buenas obras en el amor de Dios. Así la Iglesia misma crece y se desarrolla para llegar a la madurez de la plenitud de Cristo (cf. Ef 4,13). En esta perspectiva dinámica de crecimiento se sitúa nuestra exhortación a animarnos recíprocamente para alcanzar la plenitud del amor y de las buenas obras.

Lamentablemente, siempre está presente la tentación de la tibieza, de sofocar el Espíritu, de negarse a «comerciar con los talentos» que se nos ha dado para nuestro bien y el de los demás (cf. Mt 25,25ss).

Todos hemos recibido riquezas espirituales o materiales útiles para el cumplimiento del plan divino, para el bien de la Iglesia y la salvación personal (cf. Lc 12,21b; 1 Tm 6,18). Los maestros de espiritualidad recuerdan que, en la vida de fe, quien no avanza, retrocede. Queridos hermanos y hermanas, aceptemos la invitación, siempre actual, de aspirar a un «alto grado de la vida cristiana» (JUAN PABLO II, Carta ap. Novo millennio ineunte [6 de enero de 2001], n. 31). Al reconocer y proclamar beatos y santos a algunos cristianos ejemplares, la sabiduría de la Iglesia tiene también por objeto suscitar el deseo de imitar sus virtudes. San Pablo exhorta: «Que cada cual estime a los otros más que a sí mismo» (Rm 12,10).

Ante un mundo que exige de los cristianos un testimonio renovado de amor y fidelidad al Señor, todos han de sentir la urgencia de ponerse a competir en la caridad, en el servicio y en las buenas obras (cf. Hb 6,10). Esta llamada es especialmente intensa en el tiempo santo de preparación a la Pascua. Con mis mejores deseos de una santa y fecunda Cuaresma, os encomiendo a la intercesión de la Santísima Virgen María y de corazón imparto a todos la Bendición Apostólica.

Vaticano, 3 de noviembre de 2011
Benedicto XVI

Bienaventuranzas de la Resurrección

Bienaventuranzas de la Resurrección ( Para activar la presentación, haga clic aquí )

BienaventuranzasFelices quienes mueren cada día al pecado del egoísmo y renacen a una vida nueva. Quienes están persuadidos que el odio, la guerra, la maldad y la sinrazón jamás podrán vencer a las fuerzas de la vida.
 
Felices quienes saben descubrir entre las realidades de muerte del mundo de hoy, signos de vida y esperanza.
 
Felices quienes alcanzan la convicción, desde su compromiso vital, de que tras las derrotas cotidianas, está latiendo la victoria de la vida.
 
Felices quienes riegan gotas de vida, quienes siembran semillas de vida, quienes alientan deseos de una vida en plenitud.
 
Felices quienes han logrado percibir, detrás de la muerte de millones de inocentes el dolor, la rebeldía, la audacia, la llamada a una entrega absoluta por la vida.
 
Felices quienes han transformado su existencia por los testimonios de los que han derramado su sangre por la vida de otros seres humanos.
 
Felices quienes creen en el Dios de la vida. Y quienes creen en una nueva humanidad que pueda ser feliz y disfrutar de la vida. Unos y otros, juntos, lograrán que triunfe la pasión por la vida, otra tierra más llena de vida.  

Felices quienes descubren paso a paso en su vida que la última palabra no la tiene la muerte sino la resurrección.

Miguel Ángel Mesa

Presentación: M. Asun Gutiérrez

 

Carta Pastoral: Hacia una Costa Rica más Solidaria

Carta Pastoral de la Conferencia Episcopal de Costa Rica en su Carta Pastoral "Hacia una Costa Rica más Solidaria", 30 de marzo 2012.

 

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Carta Pastoral: Pan-Amazonía, fuente de vida en el corazón de la Iglesia

 

Pan-Amazonía: Fuente de vida en el corazón de la Iglesia

 

Carta abierta de la Red Iglesias y Minería: La Iglesia no se deja comprar

 

"La iglesia no se deja comprar"

 

El Dios de Jesús

El Dios de JesúsLos temas que aquí presentamos para acercarnos al Dios de Jesús están tomados básicamente del libro Matar a nuestros dioses de José María Mardones, PPC, Madrid, 2006. Tendrá 9 sesiones. Para su estudio y reflexión seguiremos el método de las Comunidades Eclesiales de Base: Ver, Pensar y Actuar. A manera de introducción retomamos algunas de las palabras del propio Mardones en la presentación de su libro.

Hay libros que nacen de la cabeza, el estudio y la reflexión. Otros cuyo impulso procede de la vivencia, de la necesidad de comunicar un caudal de sentimientos. Este libro nace de la práctica, del encuentro con creyentes y de la necesidad de responder a lo que considero una distorsión de la verdadera imagen cristiana de Dios.

En mi experiencia pastoral me he ido encontrando con una triste constatación: Dios no siempre es una fuerza que desate nudos, libere de enredos, haga más ligera la carga de la vida o eleve a las personas por encima de las miserias existenciales y cotidianas. A menudo Dios es una carga pesada, muy pesada. Este libro nace del deseo de colaborar para liberar de este «Dios» opresor. Quisiera ayudar a que las personas descubrieran que esas «imágenes de Dios» no son el Dios de Jesús, sino su negación.

Hay que cambiar nuestras imágenes de Dios. Siempre habría que estar distinguiendo entre lo que es nuestra idea y representación de Dios y lo que es Dios. Frecuentemente ni lo hacemos ni nos ayudan a hacerlo en la Iglesia. Los que hablamos de Dios -y alguna vez casi todos lo hacemos-, a menudo hablamos con poco respeto o distancia entre lo que son nuestras palabras e imágenes de Dios y lo que es el misterio de Dios.

Hay que sanar nuestras imágenes de Dios. Ya que muchas de éstas son negativas y perniciosas como una enfermedad. Tener malas imágenes de Dios daña el espíritu. Ya lo decía Sócrates respecto a las malas ideas, hacían daño al alma, no solo a la mente. Cuánto más una mala imagen de Dios es dañina para nuestra vida y para nuestro espíritu. Por esto es necesario curarlas, sanarlas.

Tenemos que esforzarnos por una buena representación de Dios. Nos va en ello el respeto al honor de Dios y nuestra propia salud espiritual. Así como la salud de la colectividad. Es triste ver como en nombre de Dios se mata y se «autoinmola» matando y pensando en que se hace un servicio a Dios; como ciertas concepciones religiosas e imágenes de Dios son perversas: conducen al fanatismo, a la locura, al crimen o al suicidio. No es extraño, por tanto, que en muchos hombres y mujeres de buena voluntad surjan rechazos y se piense que lo mejor es olvidarse de Dios. Se cumple así la dura expresión paulina: «Por culpa de ustedes el nombre de Dios es injuriado entre las gentes» (Rom 2,24)...

Padre Sergio Guzmán SJ.

Les invitamos a recorrer las páginas del Libro El Dios de Jesús y a utilizarlo en su labor pastoral, evangelizadora y educativa...

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Jesús: Aproximación histórica

Jesús Aproximación históricaLos temas que aquí presentamos para acercarnos a Jesús están tomados básicamente del libro Jesús, aproximación histórica de José Antonio Pagola (9ª. Edición Renovada, PPC, Madrid, 2008). Tendrá 15 sesiones. El número de capítulos que tiene el libro. Para el estudio seguiremos el método de las Comunidades Eclesiales de Base: ver, pensar y actuar. A manera de introducción retomamos algunas de las palabras del propio Pagola en la presentación de su libro:

Quiero saber quién está en el origen de mi fe cristiana. No me interesa vivir de un Jesús inventado por mí ni por nadie. Deseo aproximarme con el mayor rigor posible a su per¬sona: ¿Quién fue? ¿Cómo entendió su vida? ¿Qué defendió? ¿Dónde está la fuerza de su persona y la originalidad de su mensaje? ¿Por qué lo ma¬taron? ¿En qué terminó la aventura de su vida?
Jesús fue recordado por quienes le conocieron más de cerca como una "buena noticia". ¿Por qué? ¿Qué es lo que percibieron de "nuevo" y de "bueno" en su actuación y su mensaje? He querido captar de alguna manera la experiencia que vivieron quienes se encontraron con Jesús. Sintonizar con la fe que despertó en ellos. Recuperar la "buena noticia" que él encendió en sus vidas. He querido captar de alguna manera la experiencia que vivieron quienes se encontraron con Jesús. Sintonizar con la fe que despertó en ellos. Recuperar la "buena noticia" que él encendió en sus vidas. La vida concreta de Jesús es la que sacude el alma; sus palabras sencillas y penetrantes seducen.
Jesús aporta un horizonte diferente a la vida, una dimensión más profunda, una verdad más esencial. Su vida es una llamada a vivir la existencia desde su raíz última, que es un Dios que solo quiere para sus hijos e hijas una vida más digna y dichosa. El contacto con él invita a desprenderse de posturas rutinarias y postizas; libera de engaños, miedos y egoísmos que paralizan nuestras vidas; introduce en nosotros algo tan decisivo como es la alegría de vivir, la compasión por los últimos o el trabajo incansable por un mundo más justo. Jesús enseña a vivir con sencillez y dignidad, con sentido y esperanza.
Sé que Jesús no necesita ni de mí ni de nadie para abrirse camino en el corazón y la historia de las personas. Con Jesús nos empezamos a encontrar cuando comenzamos a confiar en Dios como confiaba él, cuando creemos en el amor como creía él, cuando nos acercamos a los que sufren como él se acercaba, cuando defendemos la vida como él, cuando miramos a las personas como él las miraba, cuando nos enfrentamos a la vida y a la muerte con la esperanza con que él se enfrentó, cuando contagiamos la Buena Noticia que él contagiaba.


Que este material nos sirva para obtener, como dicen los Ejercicios Espirituales de San Ignacio, el "conocimiento interno del Señor que por mí se ha hecho hombre, para que más le ame y le siga" (EE no. 104).

Sergio Guzmán, S.J.

 

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Encuentro La Defensa de los Territorios: Desafíos, iluminación de fe y compromiso de transformación

Declaración del Encuentro La Defensa de los Territorios: Desafíos, iluminación de fe y compromiso de transformación.

 

"Vamos todos/as al banquete,
A la mesa de la creación,
Donde no hay acaparadores
Y a nadie le falta el con qué."

 

En San Salvador, a treinta y cinco años del martirio y resurrección de Monseñor Romero, su presencia nos ha convocado a pensar en nuestro rol creyente en relación con la defensa de los territorios.

Los tiempos actuales son de acaparamiento global de la tierra sagrada de Dios, de extracción de sus minerales, de mercantilización de su agua, de desviación del cauce natural de ríos y de su apresamiento, de explotación intensiva de su suelo, de destrucción de sus bosques, del negocio del aire en forma de bonos de carbono, de migraciones por razones socieconómicas, de afectaciones a los pueblos indígenas, afrodescendientes y campesinos mestizos.

Nos afirmamos aún más en la certeza de que el Dios Padre/Madre, en quien creemos, clama de dolor por la destrucción de que viene siendo objeto su don, la vida humana y natural. Pero también nos llenamos de motivaciones por Romero y por la Palabra de Dios que encarnó.

Escuchamos los gritos de la tierra que claman al cielo desde México, Ecuador, Chile, Panamá, Argentina, Nicaragua, Australia, Bélgica, España, Italia, Cuba, Puerto Rico, Canadá, Haití, Honduras, Guatemala y El Salvador, el de los migrantes que buscan un mundo mejor en Estados Unidos, Canadá, la Unión Europea, el de la guerra y su resolución en Colombia. Nos preguntamos por la decisión del gobierno estadounidense de replicar un Plan Colombia para el triángulo de Centroamérica que comprende a Honduras, El Salvador y Guatemala, llamado "Plan para la Prosperidad". Lo vemos con sospecha por el perverso papel que ha jugado ese país en esta área desde la época de Romero, como lo ejemplifica la carta que envió al Presidente de Estados Unidos, James Carter. Repudiamos la injusta calificación de Venezuela como una amenaza para ese país y reclamamos que se derogue el decreto que así lo decidió.

La Palabra de Dios en el Antiguo y en el Nuevo Testamento, así como la fuerza de mujeres y hombres mártires, nos han hablado que Dios quiere una tierra donde no haya acaparadores, porque ella le pertenece a la divinidad y nosotros solo somos sus administradores. Si esto no fuere así, las próximas generaciones nos lo reclamarán. Tierra y agua son para todo lo que existe. La vida y esa tierra arrebatada debemos recuperarla para Dios y para su distribución, puesto que constituyen un bien común de la humanidad.

En la presente Asamblea afirmamos nuestra convicción que, sin una mirada de género estaremos cerrando las posibilidades de ser y crecer como mujeres y como hombres, a través de la histórica deuda de nuestro caminar androcéntrico. Por eso celebramos el Segundo Encuentro Internacional de Mujeres de SICSAL, dando continuidad al realizado en Colombia sobre feminicidios y violencia contra las mujeres y que hiere a la humanidad, de dicho Encuentro ha surgido un calendario detallado de articulación en las acciones de las mujeres de SICSAL de cada país participante.

También, hemos reconocido y nos reconocimos en nuestras matriarcas y patriarcas de SICSAL, a quienes hemos solicitado una síntesis de su saber de años en la construcción de esta articulación solidaria de cuatro continentes en torno a la memoria martirial de San Romero del Mundo.

Para que el legado de Romero sea transmitido con vigor, radicalidad y creatividad juveniles, percibimos la necesidad del relevo generacional en SICSAL, por ello, nos hemos propuesto su dinamización en el interior de nuestra plataforma.

Esta mirada hacia nuestro interior ha estado fuertemente marcada por Monseñor Romero. Resuenan en nosotros sus llamados a comprometernos contra el militarismo colonizador de las potencias extranjeras, con el que pretenden garantizar el control de nuestros territorios en sus pretensiones de dominio geoestratégico. Nos estremece su palabra que llama a la promoción de la reforma agraria, a la defensa de los territorios ante su acaparamiento, pues la tierra ha sido creada para todas y todos. Las transnacionales mineras, que violan el derecho a la consulta y evaden impuestos, así como también las corporaciones de la agro-industria y de la infraestrucura, han comprendido la tierra como un objeto del que se extraen recursos y no como don para la reproducción de todas las vidas.

Esta lógica global, acaparadora y extractivista, afirma contra toda evidencia que su crecimiento económico es eterno, llevando así al Planeta a un inevitable suicidio colectivo si no se pone freno a estas pretensiones. La ambición de unos pocos ricos del mundo ha provocado el cambio climático, donde la comunidad planetaria se enfrenta al reto de responder al calentamiento global, que conlleva el peligro de la destrucción de la diversidad de vidas que habitan el planeta. Nos corresponde retomar con urgencia el camino de presionar a nuestros gobiernos para que asuman, durante el transcurso de 2015, compromisos reales en las reuniones de los diversos Estados (COP21), que se realizará en París en diciembre 2015, para que dicho evento garantice un resultado suficientemente favorable para los pueblos.

Ha sido de particular interés la articulación de SICSAL al proceso "Iglesia y Minería", ligado a la Red Panamazónica, como escenarios para viabilizar la defensa de uno de los "pulmones del planeta" y frente a la gran minería. De igual manera, nos hemos comprometido para continuar sumándonos a las acciones por el cierre de la Escuela de las Américas.

Porque creemos en la primacía de la praxis, cargada de sentido, por encima de la retórica de la palabra vacía de compromisos, hemos constituido comisiones permanentes de trabajo para dar eficacia y seguimiento a nuestro actuar.

 

SICSAL, San Salvador 24 de marzo de 2015, a los 35 años de resurrección de Monseñor Oscar Arnulfo Romero.

Servicio Internacional Cristiano de Solidaridad con los pueblos de América Latina "Oscar Arnulfo Romero"

- Colonia Jardines de Guadalupe, Avenida Río Amazonas Nº 4,

Antiguo Cuscatlán, La Libertad. El Salvador, Centroamérica;

Apartado Postal, A-118 Antiguo Cuscatlán

Teléfonos: San Salvador (503) 2243-2126 / (503) 2243-5013
Correo Electrónico: secretaria@sicsal.net Página Web: www.sicsal.net

 

Exhortación Apostólica Evangelii Gaudium

Evangelii Gaudium"La alegría del evangelio llena el corazón y la vida entera de los que se encuentran con Jesús. Quienes se dejan salvar por Él son liberados del pecado, de la tristeza, del vacío interior, del aislamiento. Con Jesucristo siempre nace y renace la alegría. En esta Exhortación quiero dirigirme a los fieles cristianos para invitarlos a una nueva etapa evangelizadora marcada por esa alegría, e indicar caminos para la marcha de la Iglesia en los próximos años", dice el papa Francisco en la presentación de su primera Exhortación apostólica..

Evangelii Gaudium (descargue aquí)


Laudato Si, sobre el cuidado de la casa común

laudato SiEncíclica del Papa Francisco "Laudato si" sobre el cuidado de la casa común

Documento pontificio de seis capítulos ("Lo que está pasando a nuestra casa"; El Evangelio de la creación;La raíz humana de la crisis ecológica; Una ecología integral; Algunas líneas orientativas y de acción; Educación y espiritualidad ecológica que la componen). La encíclica termina con una Oración interreligiosa por nuestra tierra y una Oración cristiana con la creación.

Acceda aquí al texto completo de la encíclica, en español

Vida digna para los hermanos y hermanas con VIH

La Iglesia Católica, consciente de la gravedad de la pandemia del VIH, plantea la necesidad de trabajar unidos con organismos nacionales e internacionales, identificando necesidades, capitalizando recursos y oportunidades, a fin de detener sus efectos devastadores. En el siguiente documento ponemos a su alcance las orientaciones que hace la Comisión Episcopal para la Pastoral Social, de la Conferencia Episcopal Mexicana para responder a los desafíos del VIH y sida.

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CEPS - Nuestra fe en acción para la vida digna de nuestros-as hermanos-as con VIH.pdf222.62 KB